Farto de tudo, clamo a paz da morte
ao ver quem de valor penar em vida.
E os mais inúteis, com riqueza e sorte,
e a fé, mais pura, triste, ao ser traída.
E altas honras, a quem vale nada.
E a virtude virginal prostituída,
E a plena perfeição caluniada,
E a força, vacilante, enfraquecida.
E o déspota calar a voz da arte,
E o néscio, feito um sábio, decidindo.
Farto de tudo, penso, parto sem dor.
Mas ao partir, deixo só o meu amor.
William Shakespeare - Macbeth, 1607.
domingo, 31 de julho de 2011
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