Vem-me à veia seu sangue, seu suor
Vem-me à veia quando lhe beijo,
uma onda à garganta, um nó
E na tentativa incerta de acertar o seu ritmo
vem-me à mente seu coração em um grito
que sinto silencio quando lhe beijo
a nadar num doce rio vivo
Entre desejos e corações desequilibrados
um abraço não tem condição, são mãos e pernas
tremulas a apalpar sem distinção
E quando vejo somos perdidos
e perdidos nos queremos
entregamo-nos um a outrooutro dia não mais teremos
é uma descoberta única a que temos
na próxima não será tão intensa
Descobriremos novas coisas
mas esse mesmo extase jamais
repetiremos, a descoberta fulgaz
o fulgoso veneno que de trocas mútuas
envenenamento
Jefferson de Souza Gomes (amigo poeta)
domingo, 9 de agosto de 2009
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